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Como funciona a prevenção do câncer colorretal?

23 de outubro de 2020

O câncer colorretal (ou câncer do intestino grosso) é um dos tipos de cânceres mais comuns. Segundo os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a incidência estimada de câncer de cólon e reto no Brasil em 2020 é de 20.540 novos casos em homens e 20.470 em mulheres.


Além disso, dentre todas as neoplasias, esse tipo de câncer foi o terceiro, em 2018, que mais causou mortalidade tanto em homens quanto em mulheres.


Apesar disso, o câncer colorretal pode ter cura se tratado precocemente. Por isso, para evitar consequências mais graves, é fundamental ter os cuidados de prevenção do câncer colorretal e fazer os exames de rastreamento, conforme a recomendação médica, a qual levará em conta fatores de risco e características individuais do paciente. 


Entenda mais a seguir!

Como é a prevenção do câncer colorretal?

Os hábitos saudáveis são grandes aliados na prevenção do câncer colorretal. Para evitar o desenvolvimento da doença, veja algumas recomendações importantes:

  • evite alimentos gordurosos;
  • evite carnes vermelhas e embutidos;
  • tenha uma dieta rica em fibras;
  • coma bastante frutas, verduras e vegetais;
  • mantenha o peso sob controle;
  • pratique atividades físicas regularmente;
  • não fume e não consuma bebidas alcoólicas em excesso.



Além da mudança no estilo de vida, também é fundamental realizar exames de rotina, que façam o rastreamento do câncer colorretal.

Como funciona o rastreamento?

O rastreamento é importante, pois ele ajuda a diagnosticar o câncer colorretal precocemente. Com o exame de sangue oculto nas fezes, por exemplo, é possível identificar se há sangue que não é visto a olho nu e, assim, buscar o diagnóstico cedo.


Outro exame fundamental para a prevenção do câncer colorretal é a colonoscopia – um tipo de endoscopia que permite visualizar a parte interna do intestino grosso (cólon e do reto). Assim, é possível detectar se há lesões na mucosa (parte mais interna do intestino), além de retirar eventuais pólipos que podem se transformar em carcinoma.


Se o paciente não pertence a nenhum grupo de risco, a colonoscopia é recomendada a partir dos 45 anos. Caso seja encontrado algum pólipo, ele é removido imediatamente e o exame deverá ser repetido após um intervalo de tempo que será definido a depender das características do pólipo encontrado, como tamanho, formato, número e tipo histológico ao exame de biópsia. Isto é, existem diferentes tipos de pólipos que podem ter aparência semelhante ao exame de colonoscopia mas que são diferentes ao microscópio.


Geralmente, após um pólipo ser identificado e removido, costuma ser necessário repetir o exame de colonoscopia apenas após um intervalo entre 3 e 5 anos. Porém, algumas dessas características encontradas pode fazer com que o exame tenha que ser repetido entre 1 e 3 anos ou até mesmo no próprio ano, meses após este exame inicial, mas essas todas são situações menos frequentes.


Caso nenhum pólipo tenha sido encontrado, nos pacientes de baixo risco, pode-se fazer um novo exame em um  intervalo de 5 a 10 anos.


Nos casos em que o paciente apresenta algum fator de risco, o rastreamento é imprescindível e deve ser realizado com maior frequência, conforme orientação médica. São fatores de risco para o câncer colorretal:

  • doenças inflamatórias intestinais (como retocolite ulcerativa e doença de Crohn);
  • presença de outros pólipos;
  • histórico familiar de câncer colorretal - principalmente em parentes de primeiro grau;
  • histórico pessoal de outros tipos de câncer;
  • condições genéticas familiares (como Polipose Adenomatosa Familiar);
  • dieta alimentar pouco saudável;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • tabagismo.


Como você viu, com alguns bons hábitos é possível contribuir para a prevenção do câncer colorretal. Além disso, lembre-se de que é fundamental seguir as recomendações médicas em relação ao exame de colonoscopia, para que seja possível diagnosticar qualquer problema precocemente e até mesmo evitar que um câncer de intestino surja, ao remover os pólipos antes mesmo de se transformarem em cânceres.


Com um acompanhamento médico, o paciente poderá ser orientado conforme suas características individuais e seu histórico, para que seja feito o tratamento mais adequado. Para mais informações sobre câncer colorretal, acompanhe a nossa  Central Educativa!

Dr. Alexandre Bertoncini

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