Atualizado no dia 21 de setembro de 2021.
Assim como outros órgãos do sistema digestivo, a vesícula biliar pode sofrer com o surgimento de doenças e lesões, como os pólipos. Um pólipo na vesícula pode ser o princípio de um câncer ou um espessamento do tecido naturalmente encontrado dentro da vesícula, mas de natureza benigna.
Para quem não sabe, a vesícula é um pequeno órgão, com formato semelhante a uma pêra, que fica localizado no lado direito do abdome e aderida ao fígado. Sua principal função é armazenar a bile, um fluido produzido pelo fígado para auxiliar na digestão das gorduras e vitaminas lipossolúveis no intestino delgado.
Além da digestão, a bile atua na desintoxicação do fígado, ajuda na regulação das bactérias presentes nele e ainda contribui para a ação de enzimas produzidas no pâncreas e eliminação de resíduos de nosso corpo.
Junto com o cálculo biliar, os pólipos são alguns dos principais motivos que levam as pessoas a realizar operações na vesícula. O fato de terem o potencial de evoluir para tumores malignos faz com que o diagnóstico precise ser precoce, e o tratamento seja feito com bastante precisão e cautela.
No post de hoje, vamos explicar um pouco mais sobre o pólipo de vesícula, seus sintomas e causas. Aproveite para conhecer quais são os fatores de risco e as formas de tratamento desta doença. Boa leitura!
Um Pólipo Vesicular (PV) é uma lesão que surge na parede da vesícula e se expande para o interior do órgão. Eles são divididos em 2 grupos:
Dentro deste segundo grupo existem também os pólipos adenomatosos, que são considerados pólipos pré-malignos, ou seja, que possuem o potencial de evoluir para um câncer.
Na maioria dos casos, os pólipos com até um centímetro de diâmetro costumam ser benignos. Contudo, quando ultrapassam esta medida, o tamanho pode ser um indicativo de problemas, assim como a velocidade de seu crescimento, mesmo antes de atingir 1 centímetro, pode já indicar um pólipo que devemos prestar mais atenção.
É importante estar atento(a) à sua saúde visto que, segundo pesquisa publicada na Revista da Associação Médica Brasileira, o pólipo vesicular é diagnosticado em aproximadamente 5% da população geral.
Por mais que sejam lesões na parte interna da vesícula, os pólipos costumam não gerar sintomas perceptíveis ao paciente. Por esta razão, em muitos casos, os PVs são encontrados de forma acidental durante ultrassonografias abdominais.
Alguns pólipos pré-malignos e adenomas (tumores benignos) podem gerar determinadas complicações, como as pedras na vesícula e inflamações. Nestes casos, o diagnóstico, por ser direcionado devido ao quadro apresentado pelo paciente, não se torna fruto de acaso, já que o paciente será direcionado para um exame completo.
O surgimento dos PVs, especialmente os malignos, têm maior incidência em pacientes do sexo feminino. Também fazem parte do grupo de risco as pessoas que apresentam:
1. Antigas lesões na vesícula, incluindo a presença de pedras vesiculares;
2. Obesidade;
3. Acúmulo de cálcio na vesícula;
4. Histórico familiar da doença;
5. Idade avançada.
Na verdade, não há nenhuma recomendação que tenha eficácia comprovada para evitar a doença. Contudo, no caso dos pólipos de colesterol, podem ser evitados com uma alimentação mais leve, livre de excesso de gorduras de origem animal, além da prática de exercícios físicos.
Como vimos, os pólipos na vesícula se dividem em dois grupos bem distintos, que são os malignos e benignos. Diante dessa diferença, é evidente que cada um deles recebe um tratamento distinto, sendo necessário analisar cada caso antes de determinar
qual a forma certa de realizar o tratamento.
Por não apresentarem sintomas na maioria dos casos, os PVs costumam ser “encontrados” durante ultrassonografias do abdômen. Quando são detectados, o procedimento correto é acompanhar seu crescimento.
É importante mencionar que na maioria das vezes, após um exame de ultrassom, obtém-se o diagnóstico de “formação polipóide na vesícula”. No entanto, em muitos casos, trata-se na verdade de pequenos cálculos em formação e não de pólipos na vesícula, de fato.
O grau de evolução do pólipo entre um ultrassom e outro é determinante para saber se a lesão é maligna. Esse tipo de PV cresce bem rápido e de forma irregular.
Quando a suspeita é relativa a um pólipo benigno, o médico deve realizar uma ultrassonografia com doppler (a mesma feita no pré-natal) para ver se há vascularização no pólipo. A presença de vasos sanguíneos pode identificar o pólipo como pré-maligno e afastar a hipótese de ser uma lesão composta de colesterol. Porém, nem sempre esse exame é conclusivo.
No caso dos pólipos benignos de colesterol, não há problemas tão graves, tanto que o médico pode optar por mantê-los no lugar e acompanhar sua evolução. No caso de pólipos grandes, há riscos de:
No caso de um tumor maligno, a situação é mais grave. A falta de tratamento pode levar a um total comprometimento do órgão.
Além disso, existe o risco de metástase, que é a expansão das células cancerígenas pelos demais tecidos do corpo humano, inclusive afetando órgãos vitais como fígado, estômago e rins.
Este é um tipo de tumor de crescimento acelerado e bastante agressivo de modo que, quando é feito o seu diagnóstico através de sintomas, muitas vezes o tratamento curativo definitivo é mais difícil de ser alcançado.
Mesmo sendo um velho conhecido da medicina, o pólipo na vesícula ainda intriga muitos especialistas. Não há uma razão específica para seu surgimento, ele não tem sintomas e pode ficar muito tempo sem emitir nenhum sinal de sua existência.
Por se tratar de algo que ainda gera bastante curiosidade dentre os médicos e ser pouco explicado, adotou-se um tratamento base para a maioria dos casos, que é a retirada da vesícula biliar.
Esse procedimento de retirada era realizado somente pela técnica aberta. Hoje em dia, no entanto, é possível contar com o auxílio de equipamentos de última geração e tecnologias avançadas da medicina. A retirada da vesícula biliar é frequentemente realizada a partir de três técnicas principais. Conheça quais são em mais detalhes:
Esse é um método minimamente invasivo no qual se realizam pequenas incisões na parede abdominal do paciente, pelas quais se inserem uma microcâmera. A partir de imagens transmitidas em tempo real, o médico consegue realizar o procedimento de forma simples e sem muita margem para complicações, além de proporcionar um pós-operatório mais rápido e confortável.
Como o nome da técnica sugere, a operação robótica é realizada com o auxílio de um robô controlado pelo médico, permitindo ter mais precisão na hora de realizar a cirurgia, seguindo os mesmos preceitos da cirurgia laparoscópica.
Nos casos mais graves, nos quais não é possível identificar e tratar o problema apenas com o auxílio de microcâmeras e da robótica, realiza-se a colecistectomia aberta. Nesta situação, a cirurgia é convencional como realizada antigamente, com uma única incisão no lado superior direito do abdome. Pelo fato de ocorrer uma incisão maior, o tempo de alta costuma ser maior (de 2 a 3 dias), além dos riscos de infecções e sangramentos serem mais altos. A boa notícia é que hoje em dia esse tipo de técnica está praticamente abolida para o tratamento das doenças da vesícula biliar, restando apenas os casos mais graves e que demoram a buscar a ajuda médica.
Entre todos os tipos de tratamento cirúrgico para a remoção da vesícula, ressalta-se que é importante realizar o procedimento assim que indicado por um especialista pois há cerca de
30% a 50% de risco de complicações caso o paciente não faça o tratamento adequado
de forma programada. Já as chances de acontecer uma lesão durante uma cirurgia programada fora da urgência é praticamente insignificante, aproximadamente 0,25%.
Em primeiro lugar, é preciso analisar o tamanho da lesão. Devido ao risco de pólipos maiores de 1 cm evoluírem para carcinomas, a recomendação é a intervenção cirúrgica para retirada da vesícula.
A evolução do pólipo e a quantidade de lesões presentes na vesícula também são fortes indicativos de que será preciso fazer uma cirurgia para remover o órgão. Muitas vezes, os médicos pedem que os pacientes se submetam a ultrassonografias periódicas para acompanhar o tamanho da lesão e, então, decidir o melhor momento para a cirurgia.
Vale ressaltar que a retirada não impede o corpo de continuar produzindo a bile, uma vez que ela apenas é responsável pelo armazenamento da bile produzida pelo fígado. Portanto, ela pode ser removida do nosso organismo sem gerar prejuízo para a saúde do paciente.
Os pólipos são lesões sérias que precisam ser analisadas por um especialista. Mesmo no caso dos PVs benignos, é fundamental que o paciente faça um acompanhamento clínico e exames periódicos para conferir se há evolução do pólipo.
Lembre-se que realizar consultas médicas periódicas é algo muito necessário, seja você portador de alguma lesão crônica (como um pólipo) ou não. Dar atenção à nossa saúde é importantíssimo e é o melhor investimento que podemos fazer pois sem saúde não conseguimos aproveitar tudo de melhor que a vida tem a nos oferecer! Assim, programe-se para fazer consultas e manter seu corpo e sua mente prontos para encarar os desafios do dia-a-dia.
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